Em Alagoas falar da História do Cinema restringiu-se tradicionalmente aos filmes estrangeiros ou poucos filmes nacionais exibidos nas salas de cine-teatros, mais tarde salas de cinema de bairro, complexos empresariais, salas multiplex em shoppings. Contudo alagoanos ou “estrangeiros” ao longo das décadas realizaram trabalhos amadores ou profissionais que não foram para as grandes telas, com exceção dos filmes do pioneiro Guilherme Rogato, exibidos em cine-teatros no início do século XX.
Assim como não se veria os filmes, não se saberia dos detalhes de produções, sobre seus realizadores ou das histórias que tinham para contar. Os esforços de José Maria Tenório Rocha, que realizou a cartilha Subsídios à história da cinematografia em Alagoas (1974), e Elinaldo Barros, com os livros Panorama do cinema alagoano (1983), Cine Lux – Recordações de um cinema de bairro (1987) e Rogato – A aventura do sonho das imagens em Alagoas (1994), junto aos recortes de jornais representam um vestígio do que os mais interessados conseguiram registrar.
Poucas vezes foi possível destacar grandes produções em Alagoas. Os que sonharam grande, porém, permitiram-se registrar imagens, personalidades e histórias de precariedade e irreverência que merecem ser reconhecidas por quem aprecia a arte. Este catálogo tem a intenção de dar mais um passo contra o esquecimento e a escassez de informações sobre o assunto. Ele é um convite a conhecer e revisitar dados das produções alagoanas, com o objetivo de complementar as informações encontradas em Panorama do cinema alagoano e disponibilizar as informações das produções realizadas depois de sua publicação. Tem como maior colaborador o autor de Panorama, Elinaldo Barros, através de entrevistas e da 2ª edição de Panorama ainda não publicada. Todo o material disponível foi cedido pelos realizadores.
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